Políticos de 12 países ibero-americanos apostam por uma agenda do bem comum na pós-pandemia

01.07.2020

 

Representantes políticos de 12 países latino-americanos salientaram que, para enfrentar as conseqüências geradas pela pandemia da covid-19, é necessário evitar falsas disjuntivas e avançar decisivamente numa agenda para o bem comum baseada no respeito às pessoas e suas liberdades, na subsidiariedade e na solidariedade.

 

No passado sábado 6 de junho, parlamentares e líderes políticos participaram do colóquio virtual “Desafios e Oportunidades para o Bem Comum na Pós-pandemia”, organizado pela Political Network for Values (PNfV).

 

A PNfV é uma rede internacional de políticos que promovem e defendem a vida, a família e as liberdades fundamentais. O evento teve expositores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Espanha, que falaram perante cem convidados. Você pode assistir o evento inteiro no vídeo que abre este texto.

 

A Presidente da PNfV, Katalin Novák, ministra da Família, Juventude e Assuntos Internacionais da Hungria, e a vice-presidente da rede, senadora Maria Rosario Guerra, da Colômbia, afirmaram que, ao difícil panorama da pós-pandemia, é necessário dar respostas efetivas que alimentem a esperança.

 

Para a também senadora colombiana Paola Holguín, “a resposta política para a pós-pandemia é uma agenda para o bem comum, […] entenda que não há economia sem saúde e não há saúde sem economia, e que não se trata de optar entre o liberalismo individualista ou o coletivismo socialista; o bem comum supera essas falsas dicotomias ”.

 

O legislador uruguaio Rodrigo Goñi disse que a experiência do Uruguai no combate ao coronavírus, onde o governo, sem omitir, resistiu a todas as pressões, apresenta dois elementos chave: "optou-se pela liberdade e pela responsabilidade pessoal".

 

As medidas sanitárias foram implementadas naquele país, mas não impuseram quarentena forçada ou nem fecharam o comércio, apelaram à responsabilidade cidadã, reduziram o salário do funcionalismo, criaram um fundo para combater a pandemia e apoiaram famílias vulneráveis, entre outras coisas.

 

Resultado: apenas 924 casos confirmados de covid-19, dos quais 818 se recuperaram e 26 morreram, representando 7 mortes para cada milhão de habitantes, um dos números mais baixos no mundo.

 

Carlos Polo, diretor para a América Latina do Population Research Institute, alertou que a pandemia facilitou a criação de uma narrativa baseada no medo e que é usada por diversos governantes para justificar políticas autoritárias e impor uma agenda ideológica global.

 

Os expositores ressaltaram que existem sinais vermelhos a esse respeito, por exemplo, na Espanha, México, Argentina e El Salvador, devido a seus governos; e no Brasil, devido ao ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O deputado Rodolfo Parker disse que El Salvador está passando por uma regressão democrática agravada pela instrumentalização das Forças Armadas.

 

Os senadores argentinos Silvia Elias de Perez e Mariano Gervan salientaram que o governo nacional, apoiando-se na situação de excepcionalidade, impulsiona uma agenda em favor do aborto no âmbito da saúde e de gênero no âmbito da educação.

 

O deputado federal Felipe Barros afirmou que, no Brasil, o STF tentou neutralizar as ações do governo e ampliar a despenalização do aborto, além de reduzir as liberdades fundamentais e impor a censura.

 

Para Barros, é essencial "unir e articular em todo o continente aqueles que defendem as liberdades, a cultura da vida, o Estado de Direito, esse é o principal desafio que temos: unir e articular com uma visão comum".

 

O senador paraguaio Fidel Zavala, ponderou que, sem essa articulação, um retorno ao autoritarismo das últimas décadas é um risco real ", pois a covid-19 "expôs a fragilidade das nossas instituições".

 

Ele também considerou que, diante da enorme crise econômica que está por vir, "nossos governos não esquerdistas têm a oportunidade de mostrar que sabem como emprender uma luta feroz e eficaz contra a pobreza".

 

O senador mexicano Juan Carlos Romero Hicks exortou a prestar uma atenção especial àqueles que mais sofrem, aos mais pobres e afetados por esta crise, com políticas públicas inclusivas baseadas na prudência, a humildade, a empatia e bom senso.

 

José Antonio Kast, presidente do Partido Republicano do Chile, incentivou "a gerar uma massa crítica" que aceite e defenda como própria uma agenda para o bem comum e neutralice a narrativa progressiva com outra narrativa que - enraizada na verdade e na liberdade - gere esperança, seja emotiva e mova à ação.

 

Para o espanhol Jaime Mayor Oreja, presidente honorário da PNfV, a pandemia é um catalisador do debate sobre o modelo de sociedade e que deixou exposto aquilo que a rede já alertava desde sua fundação: estamos imersos em uma profunda crise antropológica e civilizacional.

 

"A pandemia deve servir para fortalecer internamente nossas convicções, [...] os oponentes aos nossos valores sairão grandemente fortalecidos, mas somos menos minoritários do que eles pensam e devemos oferecer uma alternativa cultural baseada na dignidade humana, liberdade, democracia e valores cristãos ”, explicou.

 

Hermann Tertsch, vice-presidente do partido espanhol Vox e vice-presidente da Assembléia Parlamentar Euro-Latino-Americana, disse que a pandemia permitiu que muitos redescobrissem valores e, apesar de que passaremos por momentos muito difíceis, abre-se também uma oportunidade:

 

"O que estamos experimentando, essa grande ofensiva dos inimigos da liberdade para consumar um ciclo que começou em 68, leva ao inferno, por isso devemos responder com os valores que são capazes de fundar civilizações: o caráter sagrado da pessoa, o amor pela família e pela nação, nos próximos anos deveremos lutar sem medo de ninguém e de nada ".

 

O colóquio também contou com duas intervenções de membros do Programa Jovem da PNfV.

 

Andrea Garzón, membro da coordenação de Unidos pela Vida, de Colômbia, destacou a necessidade de, a partir da pandemia, promover uma valorização mais profunda da vida humana em todas suas etapas e, das autoridades, cuidar da família como prioridade política, especialmente, para preservar os processos que foram gerados de ensino domiciliar (homeschooling) e de trabalho a distancia (home office).

 

Santiago Sandoná, do grupo universitário argentino Alternativa, disse que é hora de apostar em uma luta real e eficaz contra a pobreza, bandeira que a esquerda seqüestrou, e, diante da atual crise, responder às seguintes perguntas: "precisamos de mais ou menos Estado ? de mais ou menos liberdade para os cidadãos? de mais doutrinação ou mais liberdade de pensamento?"

 

"Pedimos aos políticos e legisladores aqui presentes para irem à frente nesta luta pelos valores que constroem o bem comum; nós, como jovens, nos comprometemos a impulsioná-los e acompanhá-los".

 

[ D'Vox ]

 

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