Almagro é reeleito secretário-geral da OEA


Luis Almagro foi reeleito secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira, 20 de março, em Washington.

O diplomata uruguaio chefia o órgão continental desde maio de 2015, seu novo mandato vai até 2025. O diplomata de Belize, Nestor Mendez, também foi reeleito como secretário-geral adjunto.

Almagro teve 23 dos 33 votos emitidos pelos Estados membros. A candidata María Fernanda Espinosa, do Equador, obteve 10 votos. Mendez foi reeleito por aclamação.

O terceiro candidato, o diplomata peruano Hugo de Zela, retirou-se na terça-feira, 17 de março, devido à falta de apoio. Embora a votação seja secreta, Almagro foi respaldado abertamente pelos Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Chile e Uruguai.

Espinosa - que foi o chanceler de Correa - foi apoiada por México e Argentina. Ela era a candidata do Grupo de Puebla e defendeu a 'neutralidade' em relação à ditadura comunista que aflige a Venezuela.

Participaram da assembleia extraordinária 33 dos 34 estados membros, apenas a ilha caribenha de Dominica esteve ausente. México e os treze países da Comunidade do Caribe queriam que a votação fosse adiada devido à crise de saúde causada pelo Covid-19. O pedido foi rejeitado pela maioria.

Com a Almagro e Mendez de novo no comando da OEA, aparentemente, nada muda.

Almagro é um homem de esquerdas, foi o chanceler do presidente uruguaio José Mujica, da coalizão Frente Ampla, e sua chegada ao organismo continental em 2015 aconteceu graças a uma articulação de governos socialistas que conseguiram gerar consensos para que ele fosse o único candidato.

Nos cinco anos de sua administração, o funcionário facilitou o avanço da agenda abortista e de gênero, especialmente por meio do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

No entanto, sob seu mandato, foram feitas mudanças na metodologia de reuniões com organizações de cidadãos durante as assembléias gerais, propiciando uma participação mais plural, numerosa e efetiva. Graças a isso, entidades pró-vida e pró-família passaram a ter uma presença robusta.

Almagro também enfrentou a narco-ditadura de Nicolás Maduro, denunciando sistematicamente a violação dos direitos fundamentais e o colapso do Estado de Direito no país.

No caso do governo autoritário de Evo Morales, na Bolívia, o relatório da OEA que denunciou fraudes nas últimas eleições naquele país foi fundamental na queda do presidente.

[D'Vox]

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