A luta pela dignidade da mulher e um Reino mais Alto


Brasil | A propósito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, cabe-nos uma reflexão acerca da dignidade desta parcela majoritária da humanidade, criada por Deus com a mesma dignidade ontológica que os homens, mas dotada de diferentes atributos, que a tornam seu complemento perfeito, e que, através do dom da maternidade, tornam-se partícipes da própria obra da Criação.

Dotada de grande senso estético, sensibilidade e capacidade de cuidar e nutrir, a mulher é o verdadeiro coração da instituição familiar, e ali encontra a verdadeira realização de sua natureza feminina.

Como dizíamos em artigo de semelhante objeto publicado no ano passado: “Só há dignidade da mulher se há feminilidade, maternidade - material ou espiritual-, e família. E só há segurança para a família onde há verdadeira fé cristã”.

Não podemos, de fato, deixar de assinalar que, se a família constitui a célula-máter da sociedade e o princípio mesmo da pólis, e sendo a mulher o elemento central na estruturação do lar, não há sociedade que se possa manter sadia com a descaracterização da mulher promovida pelo feminismo.

Rebaixando-a à condição de homem incompleto, o feminismo pretende libertar-nos de prisões que só existem na fantasia de ideólogos revolucionários. Instrumento vil de uma gigantesca operação de engenharia social, esse bizarro amálgama de erros e mentiras advindos de uma péssima filosofia levou multidões de mulheres ao divórcio, à promiscuidade sexual e à abominação do aborto.

Nada mais contrário à natureza feminina do que o assassinato da própria prole! O feminismo conseguiu operar a tal ponto a negação sistemática da própria realidade, que tem levado milhares de mulheres que assassinaram seus filhos à depressão e ao suicídio.

Por trás dessa macabra realidade social, há o império das grandes fundações internacionais, que têm como objetivo não apenas o controle populacional, mas a destruição da família como autoridade intermediária entre o Estado e o indivíduo, e propagadora dos valores cristãos que tanto temem e desejam varrer da face da terra.

Diante de tais circunstâncias, cabe-nos, sobretudo, reafirmar esses valores, principalmente através dos modelos históricos das grandes mulheres – e como são fecundos nas figuras das grandes santas com que Deus abençoou a Cristandade ao longo de dois milênios: da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, a Santa Gianna Beretta Molla, que deu a vida pela filha que trazia em seu ventre, passando pela grande guerreira Santa Joana d’Arc, a corajosa e contemplativa Santa Catarina de Sena, o oceano de ternura que foi Santa Teresinha de Lisieux, e tantas outras!

Também cabe-nos lutar pelos direitos da família na educação dos filhos, pela vida desde a concepção até a morte natural, pelos direitos da fé na sociedade e no Estado... Em suma: lutar pela dignidade da mulher é, inescapavelmente, lutar também pela realização do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Ele viva e reine para sempre em nossos corações, em nossas famílias, em toda a sociedade brasileira, nas leis e no Estado, nos costumes, na economia, nas artes. E que seja Ele próprio, um dia, a recompensa eterna de nossos esforços!

Viva Cristo Rei!

[ D'Vox ]

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Chris Tonietto é braileira, advogada e diputada federal pelo estado do Rio de Janeiro no Congresso Nacional do Brasil.

A imagem é um fragmento de 'Joana d'Arc', do inglês John Everett Millais, 1865, Art Renewal Center, Nova Jersey, EUA.

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