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Quase mil associações apóiam ao Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU

 

Na próxima quarta-feira, 16 de outubro, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) elege novos membros e o Brasil busca sua reeleição apoiada por quase mil associações de cidadãos na América Latina.

 

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Em carta aberta divulgada na pasada sexta-feira, 11 de outubro, 900 entidades cidadãs afirmam que “a voz que o Brasil representa não responde apenas aos sentimentos dos cidadãos brasileiros”, mas de milhões de latino-americanos que querem que os verdadeiros direitos sejam defendidos.

 

"A posição do Brasil, de defender abertamente o direito à vida e à família" é compartilhada por "muitos países irmãos" que não "têm um governo corajoso para representá-los" no Conselho.

 

É necessário nessa mesa "um país que esteja disposto a levantar sua voz para uma maioria que hoje é silenciada", sem medo de ser seu porta-voz, disse o documento.

 

O governo, a través do Ministério das Relações Exteriores (MRE) celebrou o respaldo a través da sua conta de Twitter:

 

 

 

Entre eles, por exemplo, está a União Nacional de Pais de Família, do México; a plataforma Unidos pela Vida, da Colômbia; o Fórum de Diálogo Civil, do Paraguai; a Associação de Famílias Numerosas, da Guatemala; a Associação Civil com Olhar de Mulhere, da Argentina; a Aliança pela Família, de Honduras; ou a Organização para a Educação e Serviços Comunitários, da Bolívia.

 

Também o ISFEM - Investigação, Estudos e Formação sobre a Mulher, do Chile, a Associação Mexicana de Chefas de Empresa, Mulheres Indígenas de Tlacotepec, México; o Instituto Mexicano de Pesquisas Sociodemográficas; a Associação de Médicos Pró-Vida, de Paraguay, Fundación Si a la Vida, de El Salvador, y la Comisión Mexicana de Derechos Humanos.

 

Do Brasil, a Rede Nacional de Defesa da Vida e da Família, a União Nacional de dois Legisladores Estaduais, o Comitê de Proteção da Amazônia Legal, o Núcleo de atendimento à Mulher, a União Militar do Brasil, a Aliança da Misericórdia e a Rede Estadual de Ação pela Família, a União de Juristas Católicos de São Paulo; a associação de Bombeiros Militares do Estado de Tocantins, o Instituto de Desenvolvimento Humano e Moradia Popular, entre outros.

 

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A prioridade do Brasil no Conselho, segundo o governo de Jair Bolsonaro, será "retornar aos verdadeiros direitos humanos, sem reducionismo ou ideologização".

 

Um documento preparado pelo MRE e pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) garante que eles defenderão o direito à vida desde a concepção até a morte natural, o bem-estar de crianças e adolescentes , a proteção da família, o direito à educação e o cuidado de idosos e deficientes.

 

Também liberdade de consciência e religião, o direito ao trabalho e à segurança e a viver livre de discriminação e violência, com foco especial nas mulheres.

 

"Em resumo, é um retorno às raízes da Declaração Universal dos Direitos Humanos", explica Angela Gandra, secretária de Família do MMFDH.

 

"Há muito tempo há uma direção ideológica na defesa dos direitos humanos no Conselho, queremos defender direitos humanos reais e não bandeiras de grupos específicos", diz ela.

 

O próprio presidente Bolsonaro, anunciando a candidatura do pais à reeleição no Conselho, disse em um tweet em junho passado: Nossas "principais diretrizes estão ligadas ao fortalecimento das estruturas familiares e à exclusão das menções de gênero".

 

 

O risco 'Venezuela'

 

A eleição a ser realizada em 16 de outubro na Assembléia Geral da ONU renovará 14 dos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos. Os eleitos assumirão um período de três anos.

 

Dessas 14 vagas, apenas 2 são - desta vez - para América Latina. Cuba sai - sim, Cuba esta naquele organismo - e o Brasil termina um período que começou em 2016.

 

Cuba não se apresentou como candidato à reeleição; o Brasil sim, e disputa com a Venezuela e a Costa Rica um dos dois lugares.

 

Sim - novamente, mesmo que você não acredite - a ditadura chavista quer um lugar no Conselho de Direitos Humanos. E a Costa Rica, de acordo com seu presidente, Carlos Alvarado, só entrou na disputa para bloquear o caminho de Maduro.

 

À primeira vista, parece que a reeleição do Brasil esta garantida, juntamente com a entrada da Costa Rica, no entanto, apoiada pela Rússia, Cuba, México e China, a Venezuela pode terminar conseguindo a vaga.

 

Não acredita? A eleição realizada em 2016, na qual o Brasil conquistou o seu lugar, também registrou a vitória de Cuba. A Rússia e a China fizeram uma articulação feroz e eficaz. Resultado: 137 votos para o Brasil e 160 votos para a ditadura comunista de Castro. Nesses processos eletivos, todos os membros da ONU votam.

 

Além disso, há uma campanha montada para impedir a chegada do governo Bolsonaro ao Conselho. O gesto público mais recente foi uma nota, assinada por 190 entidades brasileiras e divulgada no passado 8 de outubro.

 

Nela, expressam uma "profunda e séria preocupação" pela candidatura do Brasil porque - dizem seus signatários - o atual governo atropela a tradição diplomática do país". Segundo eles o atual governo viola os direitos humanos e não considera que deva oferecer proteção para todos .

 

Entre os que subscrevem estão: o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Central de Trabalhadores (CUT), além de várias organizações LGBT, indigenistas e feministas. Todas de esquerda.

 

Ao parecer, saiu o tiro pela culatra. O gesto provocou uma reação inesperada de quase mil organizações de todo o continente que não coincidem com a narrativa dos 190 grupos que - coincidentemente - também estão articulados na defesa de, pelo menos, duas outras frentes de luta: querem a liberdade do o ex-presidente Luis Inácio 'Lula' da Silva, julgado e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, por considerar que é um "prisioneiro político"; e também desejam que a “direita internacional” deixe Nicolás Maduro  e sua “revolução” na Venezuela.

 

En ella expresan una "profunda y grave preocupación" por la candidatura de Brasil porque - dicen sus firmantes - el actual gobierno pisotea la tradición diplomática brasileña" y "no reconocen en el propio país los derechos humanos como protección para todos”.

 

Entre quienes suscriben están: el Movimiento de Trabajadores Rurales sin Tierra (MST) y la Central Única de Trabajadores (CUT), así como diversas organizaciones LGBT, Indigenistas y feministas. Todos de izquierda.

 

El gesto provocó una inesperada reacción de casi un millar de organizaciones de todo el continente que no concuerdan con la narrativa de los 190 grupos que - casualmente - son los mismos que están articulados en por lo menos otros dos frentes de lucha: quieren la libertad del expresidente Luis Ignacio ‘Lula’ da Silva, condenado por corrupción y lavado de dinero, pues le consideran preso político; y también que la “derecha internacional” deje en paz a Nicolás Maduro y a su “revolución” em paz.

 

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[ D'Vox ]

 

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