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Sob pressão, prefeito de Belo Horizonte cancela ato blasfemo programado na Virada Cultural

19.07.2019

 

Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, cancelou a 'performance' denominada 'Coroação de nossa senhora dos Travestis' na véspera de sua realização devido à forte pressão exercida por católicos e cristãos em geral.

 

O ato formava parte da programação da Virada Cultural dessa cidade e se realizaria no sábado 20 de julho às 20 horas. Nele um homem travestido de mulher e que se presenta como Maria, mãe de Jesus Cristo, é coroado e 'venerado' com cánticos que zombam os hinos religiosos marianos e com uma especie de 'ladainha' feita com gírias gais, algumas de conotação sexual.

 

Você pode assistir aqui a parte da apresentação do memo ato blasfemo durante o Festival Internacional de Teatro (FIT), também organizado e financiado pelo governo municipal de Belo Horizonte.

 

Depois de diversas manifestações de repudio ao longo da quinta-feira 19 e da manhã desta sexta-feira, 20 de julho, Kalil divulgou às 12 horas na sua conta de Twitter: "Estou comunicando que o evento está cancelado".

 

 

Uma hora antes tinha escrito na mesma conta: "Defendo todas as liberdades. Sou católico, devoto de Santa Rita de Cássia. Fiquem tranquilos, ninguém vai agredir a religião de ninguém. Isso não é cultura". Parecia estar acalmando aos críticos, mas o tuíte do medio dia confirmou o cancelamento.

 

Pouco depois a Secretaria de Cultura da Prefeitura publicou um breve comunicado:

 

"A organização da Virada Cultural de Belo Horizonte informa a suspensão da performance da Academia Transliterária, uma das 447 atrações previstas na programação. Ao ser selecionada por meio de um chamamento público, em nenhum momento houve intenção de ferir a crença religiosa de qualquer pessoa ou grupo. Mas na medida em que uma parte da sociedade sentiu-se duramente ofendida, optou-se, então, pela suspensão da atividade.A Virada Cultural de Belo Horizonte é um evento que preza pela pluralidade e que tem como objetivo a convivência pacífica e harmônica entre todos os cidadãos”

 

Pressão dos católicos

 

Para a hora em que o prefeito anunciou o cancelamento, a petição na plataforma CitizenGo, montada pelo Instituto São Pedro de Alcantara (ISPA), exigindo o cancelamento do evento tinha mais de 24 mil assinaturas e a associação Sou Católico tinha convocado para um ato de repudio pacífico no mesmo horário e local da 'performance' blasfema.

 

A Arquidiocese de Belo Horizonte publicou, às 9 horas da sexta-feira 19, um comunicado oficial no qual exigia que as autoridades suspenderam o evento "por ser incontestável fomento ao preconceito e à discriminação, desrespeito aos valores da fé cristã católica".

 

"Não é admissível instrumentalizar Nossa Senhora, desrespeitando-a, para se promover um evento que se diz cultural, mas, na verdade, configura-se em agressão à fé cristã católica.  Não se cultiva tolerância a partir do desrespeito".

 

O texto concluía convocando todos os católicos "a se manifestarem, exigindo respeito e a suspensão imediata desta criminosa ação, um desrespeito".

 

O pedido de cancelamento da Arquidiocese também foi protocolado junto às autoridades. A arquidiocese só passou a se manifestar após de que os fieis pediram ao prelado, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, manifestar-se publicamente. Algumas lideranças entraram em contato com o bispo e uma multidão de católicos e evangélicos realizaram ligações à curia e enviaram e-mails.

 

Um dia antes, na quinta feira, um vereador evangélico, Jair de Gregório, presidente da Frente Cristã da Câmara Municipal de Belo Horizonte, manifestou seu repúdio ao evento, ofereceu sua solidariedade aos católicos, e exigiu ao prefeito Kalil o cancelamento. Pouco depois, o deputado federal católico Eros Biondini, considerou a 'peça' uma profanação à devoção mariana e pediu respeito.

 

Algumas ações legais estavam sendo preparadas. Segundo o advogado Sergio Fernando Pinho Tavares a "performance" incorre em crime contra o sentimento religioso.

 

"Eles ofendem e ferem a fé de milhões de brasileiros e incorrem em crime tipificado no art. 208 de nosso Código Penal, que pune o fato de escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; de impedir ou perturbar cerimônia ou pratica de culto religioso; e de vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso", disse.

 

[ D'Vox ]

 

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