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Prefeitura de BH promove ato blasfemo: a 'coroação de nossa senhora dos travestis'

18.07.2019

 

A prefeitura de Belo Horizonte promove e financia uma 'performance' denominada 'Coroação de nossa senhora dos Travestis', programada para o sábado, 20 de julho, no marco da Virada Cultural da cidade.

 

No ato, um homem que se apresenta como mulher é 'venerado' como se fosse a mãe de Jesus Cristo em meio a cantos cristãos com letra alterada: "trave, trave, travesti Maria, trave, trave, travesti rainha", deformando o hino religioso 'A Treze de Maio'.

 

No homem se coloca o típico manto mariano, só que com as cores da bandeira 'transgênero', e uma coroa; logo, se faz uma especie de ladainha para pedir sua 'proteção', usando gírias que chegam ser ofensivas:

 

"Nossa Senhora das Travestis, cubra-nos com seu oxó sagrado! Passe o lacre contra todo atraque que possa vir de qualquer marvã. Que eu tenha força pra grudar naqueles que fazem a . Aquenda em seus braços meus sonhos para que meu close seja certo. Que nenhuma mapoa ou ocó me olhe torto nas ruas. Dai-me a sabedoria da fechação;  que eu, com as beasi abertas, me aquende em seu santo colo. Disa com qualquer curriola e cuida de mim, pois, como filha, sei que nasci daí. Vráaaa!"

 

Oxó, por exemplo, é um feiticeiro masculino no candomblé mas também é uma palavra usada entre homossexuais e travestis para referirem-se a preservativo ou 'camisinha'.

 

Parte da apresentação pode ser vista aqui:

 

 

A 'Consagração' já tinha sido apresentada em 2018 em um outro evento organizado pela Prefeitura: o Festival Internacional de Teatro.

 

Repúdio ao ato blasfemo

 

A 'performance' representa um ofensa e um desrespeito à fe dos cristãos, em geral, e dos católicos, em particular. Para estes, o ato de veneração  Mãe do Salvador é um ato de piedade muito arraigado. O ato é,  portanto, uma blasfemia.

 

De acordo com o último censo oficial, de 2010, 60% da população de Belo Horizonte é católica e 25% evangélica, ao todo 85% são cristãos.

 

O arcebispo de Belo Horizonte e atual Presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, ainda não fez nenhum pronunciamento mas católicos já manifestaram seu repúdio.

 

Samuel Ataíde, da associação Sou Católico, disse a D'Vox que a "dita manifestação supostamente 'artística' ofende a fé católica e é financiada por dinheiro público".

 

"O problema é agravado pois há um viés ideológico por parte do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que durante a última Parada Gay proferiu xingamentos a população da cidade que não concorda com a agenda LGBT; incorreu em quebra de decoro e ofendeu à maioria da população mineira que é cristã e defende a família... e agora isto! Que mais devemos esperar?".

 

Ataíde afirma que a simulação do ato de piedade específicamente católico "ofende profundamente nossa fé; então fica a pergunta... por que isso? Em que artisticamente nossa cultura será enriquecida com um escarnio público à fé? Pedimos que esse ato seja cancelado da programação da Virada Cultural".

 

O repudio divulgado pelo grupo Sou Católico pode ser visto aqui:

 

 

Também uma campanha foi montada por outros católicos na plataforma cidadã CitizenGo. Nela se exige ao prefeito que a 'peça' seja cancelada.

 

Se você deseja assinar, pode fazê-lo aqui.

 

Crime contra o sentimento religioso

 

Para o advogado Sergio Fernando Pinho Tavares a "performance" incorre em crime contra o sentimento religioso: "Eles ofendem e ferem a fé de milhões de brasileiros e incorrem em crime tipificado no art. 208 de nosso Código Penal, que pune o fato de escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; de impedir ou perturbar cerimônia ou pratica de culto religioso; e de vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso".

 

Em declarações a D'Vox disse que "no ato, supostamente artístico, se escarnece do povo cristão católico e há vilipendio ao culto religioso, pois a coroação de Nossa Senhora é para os católicos um ato de piedade profundamente querido e respeitado no Brasil, e especialmente entre o povo mineiro. Considero que aqui comete crime tanto quem faz a apresentação, quanto quem a financia".

 

E sublinhou: "causa perplexidade, ainda, que um grupo social que cobra da sociedade respeito e tolerância, não tenha esse respeito e tolerância para com a fé e os valores, caros, dos cristãos católicos. Essa performance é uma agressão e merece todo nosso repúdio."

 

Junto à 'performance' programada para o sábado há outras 11 apresentações para à 'comunidade LGBT' na Virada Cultural. Todas serão realizadas em palcos nas ruas da cidade.

 

[ D'Vox ]

 

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