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Eduardo Bolsonaro pede uma CPI para investigar o Foro de São Paulo

13.07.2019

 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro assinou nesta quinta-feira, 11 de julho, um requerimento ao Congresso para investigar o Foro de São Paulo.

 

Se o pedido for aprovado pela Câmara dos Deputados, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será criada para elucidar a atuação no país dessa plataforma regional de esquerda, seu financiamento, suas ligações com organizações narcoterroristas na região - como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) - e com regimes ditatoriais, como o castrismo cubano ou o chavismo venezuelano.

 

A iniciativa foi proposta com o apoio da organização Frente Ciudadana, representada pelo escultor Maciel Joaquim.

 

No dia seguinte, na manhã do dia 12 de julho, o deputado e o escultor tiveram uma reunião com o chanceler Ernesto Araújo para discutir a problemática do Foro de São Paulo e a política externa do governo brasileiro, segundo o próprio Bolsonaro.

 

 

A maior plataforma esquerdista no continente 

 

O Foro de São Paulo foi fundado em 1990 na cidade brasileira que lhe deu o nome por Luiz Inácio 'Lula' da Silva, líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, e Fidel Castro, o ditador e líder do Partido Comunista de Cuba (PCC) com o objetivo de unificar a agenda e a ação dos partidos políticos e organizações de esquerda na América Latina.

 

Nove anos depois, Hugo Chávez chegou ao poder e, consecutivamente, um a um, quase todos os países da região foram tingidos de vermelho. Os únicos países que "resistiram" à "onda vermelha" foram o México (com os governos do Partido da Ação Nacional) e a Colômbia (com as administrações de Álvaro Uribe).

 

Segundo Lula, a plataforma foi um elemento chave para a expansão dos governos socialistas e comunistas na região ao longo de três décadas. Ele próprio chegou ao poder no Brasil em 2002 e os governos do PT só terminaram em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff.

 

A partir de 2014 houve - dizem eles - uma "ofensiva contra-revolucionária" para neutralizar seu avanço: perderam governos e alguns de seus líderes foram parar atrás das grades por corrupção, como o próprio 'Lula'. O Fórum assegura que seus líderes hoje são perseguidos por uma "articulação global da direita".

 

O Fórum atualmente esta integrado por 109 partidos políticos e organizações de esquerda - desde 'progressistas' até comunistas - de 26 países da América Latina. É a maior plataforma esquerdista do continente.

 

Na sua fundação, e durante alguns anos quando a iniciativa operava em relativa discrição, um dos seus membros foram as FARC, que operavam plenamente na Colômbia organização narco-terrorista, e teceu laços estreitos com o PT e o PCC. Com a chegada das vitórias eleitorais, especialmente as do PT no Brasil e a divulgação pública da existência do Foro, as FARC 'deixaram' a entidade em 2005.

 

Para alguns críticos da organização, como Filipe G. Martins, assessor para assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro, o Foro mais do que uma plataforma política é uma organização criminosa por suas ligações com o narcotráfico e o terrorismo da região, que funcionava - e continua articulando - para converter a região num bloco socialista.

 

[ D'Vox ]

 

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