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É necessário mostrar ao establishment que é o povo quem manda

 

Há uma flagrante tentativa de isolar a ala anti-establishment do Governo Bolsonaro, lançando sobre ela uma série de adjetivações maliciosas e de acusações infundadas que não cumprem outra função senão a de torná-la tóxica e mal-vista pelas outras alas que compõem o governo.

 

Fazem isso porque sabem que essa é a maneira mais eficaz de quebrar a mobilização popular que tornou possível a vitória de um candidato outsider —sem alianças com os donos do poder e sem recursos além de uma multidão de apoiadores— e que é capaz de fazer prosperar o seu governo.

 

Fazem isso também por saber que as principais propostas do governo —na economia, na justiça, na política e em todas as outras áreas— representam desafios claros e frontais ao poder estabelecido, às oligarquias dominantes, ao sistema de privilégios e ao sindicato do crime.

 

Assim, tentam vender para a equipe econômica a ilusão de que é possível romper com o sistema patrimonialista que existe há 500 anos, desde as Capitanias Hereditárias, por meio da cooperação ativa com os oligarcas e sem romper com a forma convencional de fazer política no Brasil.

 

Fazem isso porque sabem que a única forma da equipe econômica conseguir o que quer, e refundar a economia brasileira em bases liberais, é recorrendo à enorme mobilização popular que só a agenda de idéias e valores da ala anti-establishment do governo é capaz de liberar.

 

Do mesmo modo, tentam vender para a equipe do Ministério da Justiça a ilusão de que representantes da velha política e membros da elite oligárquica que se beneficiam dos esquemas da corrupção e do crime organizado vão aprovar o pacote anti-crime, desde que haja diálogo.

 

O establishment também tenta promover essa perspectiva porque sabe que sem um apoio popular massivo, destravado sobretudo pela ala anti-establishment do governo, não será possível manter a Operação Lava-Jato e muito menos quebrar a espinha dorsal do crime organizado.

 

Essa situação revela a urgência de uma coordenação efetiva entre as diferentes alas do governo para trazer o apoio popular para dentro da equação, de modo que o povo tenha um papel ativo na proteção da Lava-Jato, na promoção das reformas econômicas e na quebra da velha política.

 

O instinto mais primordial da política é o da sobrevivência. Afinal, quem se move por interesses compreende melhor do que ninguém que o primeiro interesse é o de manter-se no jogo e continuar em posição de buscar seus outros interesses; o de continuar vivo politicamente.

 

E a única forma de ativar a lógica da sobrevivência política é por meio da pressão popular, por meio da mesma força que converteu a campanha eleitoral do Presidente Bolsonaro em um movimento cívico e tornou possível sua vitória. É necessário, em suma, mostrar que o povo manda no país.

 

[ D'Vox ]

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Filipe G. Martins‏ é assessor especial da Presidência da República do Brasil para assuntos internacionais.

 

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