O ex-presidente Temer é preso por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

O ex-presidente Michel Temer foi preso na manhã desta quinta-feira, 21 de março, pela Polícia Federal acusado de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. O político era investigado pela força tarefa da Operação Lava Jato.

Trata-se de uma prisão preventiva, ou seja, uma medida cautelar para não interferir com as investigações ou para evitar eventual fuga, e não uma sanção penal determinada por sentença condenatória.

Ele é o segundo ex-presidente do Brasil preso por crime comum, o primeiro foi Luiz Inácio 'Lula' da Silva, em 7 de abril de 2018, também julgado por corrupção e lavagem de dinheiro. No caso de Lula, ele já cumpre duas sentenças condenatórias.

Temer, um dos 'chefes' do partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi aliado do Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) depois da derrota do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 2002, e tornou-se vice-presidente nos governos de Dilma Rousseff de 2010 até 2016.

Logo do impeachment de Dilma, assumiu a Presidencia até dezembro de 2018.

Também foi preso Wellington Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Temer.

Os mandados de prisão para eles e dez pessoas mais foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Temer foi detido em São Paulo e Moreira Franco no Rio de Janeiro.

Temer é acusado de liderar uma organização criminosa para desvios de dinheiro público.

A prisão derivou da delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, quem disse à Polícia Federal que pagou um milhão de reais em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, e do ex-ministro Moreira Franco, para fechar um contrato em um projeto da usina de Angra 3.

Segundo ele, todo foi feito com o conhecimento do presidente Michel Temer. (d'vox)

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