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O regime chavista e a lógica operacional do Foro de São Paulo

 

A luta pela liberdade na Venezuela não é uma luta apenas dos venezuelanos. O regime ditatorial venezuelano faz parte de uma coligação internacional que, recentemente, esteve próxima de conquistar o poder em toda a América Latina.

 

Refiro-me ao projeto gestado no Foro de São Paulo, a aliança entre partidos de esquerda e organizações terroristas, que, a partir do início dos anos 90, tentou transformar a América Latina em um novo bloco socialista para substituir o que havia sido derrubado no Leste Europeu.

 

Esse projeto se aliou ao crime organizado, ao narcotráfico e ao terrorismo (tanto o terrorismo regional quanto o de outras regiões) e conquistou o poder em vários países através da corrupção, do aparelhamento das instituições, da engenharia social e da intimidação.

 

Pela via democrática, nos livramos desse projeto no Brasil e em outros países, mas ele ainda persiste na Venezuela; e da Venezuela pode voltar a espalhar-se pela região se não for derrotado.

 

O regime venezuelano abriga organizações terroristas e se sustenta pela corrupção e por relações promíscuas com o narcotráfico, enquanto o seu povo morre de fome e emigra em massa para o exterior. Mais de 10% da população venezuelana já fugiu do inferno criado por Nicolás Maduro.

 

O regime chavista também está perpetrando um “democídio silencioso” contra seu próprio povo, negando-lhe acesso a comida e medicamentos, para humilhá-lo e mais facilmente dominá-lo, uma tática que foi utilizada em diferentes ditaduras comunistas ao longo do século XX.

 

A crise humanitária na Venezuela faz parte do projeto de dominação do regime. Não é um acidente de percurso. Não é uma consequência da má administração. É um instrumento de poder.

 

Durante o período de Chávez, os pensadores marxistas proclamaram que a Venezuela era o grande exemplo do “Socialismo do Século XXI”. Isso é a mais pura verdade: a Venezuela representa perfeitamente o Socialismo do Século XXI, que é tão nocivo quanto o Socialismo do Século XX.

 

Após a queda do Partido dos Trabalhadores (PT), o Brasil, assim como outros países, ofereceu ajuda humanitária à Venezuela e Maduro sempre a recusou, negando que houvesse crise humanitária em seu país, pois para o regime não há uma crise, mas sim o êxito de uma política de humilhação e dominação.

 

O Brasil já acolheu mais de 70.000 venezuelanos e os continua acolhendo, a um ritmo de 500 pessoas por dia, 15.000 por mês. Procuramos proporcionar-lhes as melhores condições possíveis, um desafio enorme para os serviços públicos de regiões brasileiras carentes.

 

Em toda a região, já são mais de 3 milhões de venezuelanos que deixaram seu país por fome e desespero, além do risco renovado do ressurgimento de enfermidades que já haviam sido extintas do Brasil e de outros países da região.

 

O regime é hoje uma força desestabilizadora que afeta negativamente toda a região por meio de suas relações promíscuas com grupos terroristas, com o narcotráfico (responsável por boa parte dos 70.000 homicídios anuais registrados no Brasil) e com toda sorte de corrupção.

 

Por isso, mais do que nunca é mandatário compreender a natureza do Foro de São Paulo e o papel que essa organização, fundada por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro, teve na construção da situação calamitosa vivida hoje na Venezuela -- e que transborda por toda a região.

 

O desfecho da situação venezuelana dependerá essencialmente de que países como os EUA, o Brasil e a Colômbia entendam a lógica operacional do Foro de São Paulo e o significado da reunião que a organização disse realizaria em Caracas, sob a liderança do PT.

 

Sem combater o Foro de São Paulo continuaremos tendo que suportar os efeitos nocivos e desestabilizadores de regimes como o de Maduro na Venezuela e de Daniel Ortega na Nicaragua.

 

A solução para a crise humanitária na Venezuela passa pela exposição e denúncia do Foro de São Paulo e pelo fim do suporte regional ao regime de Maduro e aos seus atos de violência contra o povo venezuelano e contra toda a região.

 

[ D'Vox ]

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Filipe G. Martins‏ é assessor especial da Presidência da República do Brasil para assuntos internacionais.

 

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