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Simone Tebet: a próxima presidente do Senado?

 

A senadora Simone Tebet, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), anunciou hoje sua pré-candidatura à presidência do Senado Federal. O senador Renan Calheiros, quem já presidiu quatro vezes a Casa e articulava aparatosamente para fazer-lo por quinta ocasião, anunciou inesperadamente o apoio à sul-matogrossense em sua conta no Twitter.

 

Tebet contará com o apoio da bancada do partido e aliviará as tensões existentes envolta do nome de Calheiros, considerado um homem poderoso e um dos políticos mais corruptos do país.

 

O senador disse: "A candidatura da senadora Simone Tebet robustece o processo decisório, e consolidará ainda mais a união da nossa bancada. O fundamental é que cheguemos juntos ao plenário no dia 1 de fevereiro".

 

Tebet foi vista, por alguns membros de seu partido, como uma alternativa viável para tirar Calheiros do 'jogo' e gerar uma candidatura que gere 'consenso' entre opositores e apoiadores do governo. A senadora foi favorável ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos, da Reforma Trabalhista, mas também da permanência de Aécio Neves, investigado por corrupção, como senador.

 

Responde por desviar recursos da prefeitura de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, para campanha eleitoral à época que exercia o cargo de prefeita. Seus bens foram bloqueados desde 2016 pelo Ministerio Público Federal.

 

Sobre a PL 5069 que visava dificultar o aborto legal a senadora declarou: "Você não pode vitimizar ainda mais a mulher vítima da violência sexual, exigindo que ela vá a uma delegacia que hoje, na maioria dos municípios, não tem nem mesmo delegadas mulheres, para fazer uma denúncia na frente de um delegado. Ela está fragilizada, amedrontada."

 

Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil e articulador político do governo, tentou operar para que ela não viesse como candidata pelo MDB. Ao parecer, não terá sucesso. Ela mesma declarou que não é a candidata do governo.

 

Em sua nota no Twitter, Calheiros declarou que a candidatura de Tebet consolidará "a união da nossa bancada [...] é fundamental que cheguemos juntos ao plenário no dia 1º de fevereiro", quando acontece a eleição da cabeça do Senado.

 

Essas palavras em favor da 'unidade' preocupam se se lembra que o MDB é um partido fisiológico, que fazendo uso de todo tipo de alianças não tinha saído do poder desde a democratização, e que está lotado e controlado por 'caciques' corruptos que jogam a favor da perpetuação do sistema.

 

Varias perguntas surgem. A candidatura de Tebet é realmente uma candidatura independente e 'sem amarras', tal como ela a presenta? Ou há um pacto dela e os 'coronéis'? Caso ganhe, será Simone Tebet uma voz disruptiva com o sistema ou será um Renan Calheiros de saia? O tempo o dirá.

 

[ D'Vox ]

 

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