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Uma agenda para Bolsonaro

20.11.2018

 

Temos um novo Presidente, a quem se deve o grande feito de ter posto fim à nefasta era petista, que durou mais de doze anos e que trouxe grandes e graves danos ao país. [1]

 

É preciso agora consolidar essa conquista e pensar desde já em criar um ambiente favorável ao surgimento de novas lideranças que professem uma orientação política de autêntica direita, que dê à iniciativa privada a primazia na atividade econômica e assegure a liberdade dos cidadãos para que sejam donos do próprio destino, sem a tutela sufocante da mão do Estado.

 

O novo Presidente deverá tomar como prioridade o desaparelhamento do Estado, em todos os níveis da Federação, contando para isso com o grande número de Governadores, eleitos numa linha próxima do seu credo político.

 

Prioritárias também deverão ser as necessárias reformas, da Previdência, Política e Tributária; sabe-se que o cacife do Presidente, e votado com uma larga margem de votos, como o foi Jair Bolsonaro, é grande nos primeiros meses do Governo e nada melhor do que aproveitar esse tempo de graça para pôr em movimento os melhores e os mais duradouros planos do Governo.

 

Para isso, e antes mesmo de iniciá-las, é necessário que o Presidente pense nos nomes dos novos Ministros, seguindo o mesmo critério que norteou os que já foram anunciados, homens dignos, de ilibada reputação moral e de competência a toda à prova.

 

Há muito que fazer e acredito que não seja nada fácil para o Presidente eleito, com sua precária condição de saúde, dedicar-se, por longas horas, ao seu trabalho diário, nessas múltiplas tarefas que o esperam; uma boa notícia, que já se sabe, é a de que a nova cirurgia, de grande porte,  como informa o Hospital Alberto Einsten, a que tem de se sujeitar, para a reconstrução do trânsito intestinal e retirada da bolsa de colostomia, deverá realizar-se em onze de dezembro,  de modo a que se recupere a tempo de sua tomada de posse, em 1º de janeiro de 2019.

 

É evidente que, dentre todas as iniciativas que se impõem, a primeira é a de restaurar a economia, devendo começar-se por reduzir os gastos públicos, assim como, substancialmente, o montante das dívidas, interna e externa (criminosamente aumentadas pelos governos petistas) com o produto das privatizações, do crédito com o BNDES, da venda de parte das reservas internacionais e com outros recursos que o novo Ministro da Fazenda saberá melhor direcionar.

 

Outro passo importante é o de se incentivar os investimentos para se combater o desemprego, estimulando-se a indústria da construção civil e realizando-se as grandes obras de infraestrutura mediante um ambicioso programa de parcerias público-privadas-PPS.

 

A reforma tributária deverá visar, além da simplificação completa dos atos necessários à escrituração contábil das empresas, a redução dos impostos, em primeiro lugar, para a indústria afim de estimular os investimentos, e subsequentemente, proceder à conversão da multiplicidade dos impostos, que temos hoje, a dois ou três, ainda que não se possa reduzir a um só.

 

Parece-nos que, em princípio, o Governo não deve mudar a legislação vigente, salvo a que se mostrar abertamente aberrante, ou conflitante com a nova pauta de valores que conduziu à Presidência da República um candidato cristão, mas tudo sempre de olhos postos na Constituição da República.

 

Seria interessante também que sempre que se tratasse de assuntos complexos e que dissessem respeito a grandes contingentes da população, se lhe fizesse uma consulta, ainda que informal, por meio dos modernos meios de comunicação, dispensadas, como regra, as demoradas e penosas audiências públicas, onde muito se discute e pouco se resolve.

 

Há muito que fazer, o novo Presidente deveria, pois, sem grande demora passar a ocupar-se da formação do seu Ministério, decidindo desde já quais os que seriam convertidos em secretarias e quais os que seriam simplesmente extintos, para uma mais eficiente e econômica prática da administração pública.

 

Tudo o que nos resta, enfim, é desejar que o novo Presidente tenha um bom Governo e faça uma excelente administração durante o seu mandato, com o mesmo lema que norteou sua campanha eleitoral: “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”.

 

[ D'Vox ]

 

César Mata é advogado.

 

Nota: 

[1] Basta dizer que Lula, nos seus dois mandatos, fez crescer as dívidas interna e externa, somadas, de um trilhão de reais.

 

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