Bolsonaro é o único candidato à presidência contra o aborto e a agenda de gênero

03.10.2018

 

Há treze candidatos disputando a Presidência do Brasil. De todos, apenas a metade tem condições reais de passar para um eventual segundo turno eleitoral; e dentre eles, só um é abertamente contrário ao aborto e à implementação da agenda LGBT no país: Jair Bolsonaro.

 

O deputado e capitão da reserva do Exército é o único dos que disputam a presidência com possibilidades de ganhar que rejeita sem meias tintas e nem “poréns” as bandeiras do feminismo radical e do lobby arco-íris.

 

Boa parte da campanha que se impulsiona contra ele desde os maiores meios de comunicação parte exatamente de criticar sua firme posição em defesa do direito à vida dos bebês em gestação e da constituição natural da família.

 

É também, talvez, o único que chamou a atenção para a necessidade de enfrentar o ativismo ideológico do Poder Judicial.

 

Em 2013, Bolsonaro criticou a decisão do Conselho Nacional de Justiça de considerar “legal” o “matrimônio civil” entre pessoas do mesmo sexo. Disse que “o Poder Judicial, especialmente através do Supremo Tribunal Federal, passou por cima da Constituição, está bem claro que a união familiar é de um homem e uma mulher, isso é reconhecido explicitamente por nosso ordenamento jurídico, estas decisões judiciais vem para danar cada vez mais a união e os valores da família, e isso não se pode tolerar”.

 

E não sempre foi contrário ao aborto, em 1996 votou contra uma iniciativa de reforma constitucional que garantizaba o respeito à vida desde sua concepção, e em 2003 reconheceu numa entrevista que chegou a pensar no aborto com um dos seus filhos.. Mas o contato com o movimiento provida no Congresso Nacional lhe mudou.

 

Contudo, não é um “pró-vida” e "pro-família" no sentido estrito: defende a pena de morte para alguns crimes, como o narcotráfico; a “castração química” para estupradores; e a vinculação dos benefícios econômicos que o governo oferece a famílias em situação de pobreza com a condição de que deixem de ter filhos.

 

Não se trata de nenhuma forma de “o candidato dos sonhos” do movimento pró-vida e pró-família brasileiro; no entanto, é um homem que sempre apoiou, com firmeza, durante os quase 30 anos de atividade no Congresso Nacional, a luta contra o aborto e a agenda de gênero. Foi um aliado incondicional.

 

Este aliado está hoje como o candidato que lidera em todas as pesquisas com 32 ou 31% da preferência eleitoral, dependendo o estudo, seguido a distância por Fernando Haddad – o “ungido” do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, preso por corrupção e lavagem de dinheiro – com entre 21 e 20%.

 

Apesar de ter sido vítima de um atentado no último dia 6 de setembro, quando quase perdeu a vida, e ter passado um bom tempo confinado em um hospital e em casa, onde se recupera, realizando uma limitadíssima campanha virtual, Bolsonaro cresce diante de seus adversários, pouco a pouco, em todas as pesquisas de opinião.

 

Qual é o quadro das eleições?

 

 

Considerando o espectro ideológico ao que pertencem, há quatro candidatos de direita: Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal; João Amoêdo, do Partido Novo, Daciolo dos Santos, do Partido Patriota; e José Maria Eymael, da Democracia Cristã.

 

Três são de centro: Geraldo Alckmin, ainda que sua sigla seja o Partido da Social Democracia Brasileira, que é de esquerda; Henrique Meirelles, do Movimento Democrático Brasileiro; e Álvaro Dias do Podemos.

 

E seis são de esquerda: Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores; Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista; Marina Silva, da Rede Sustentabilidade; Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade; João Goulart Filho, do Partido Pátria Livre; e Vera Salgado, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

 

Dos direitistas, apenas Bolsonaro e Daciolo, um bombeiro militar e evangélico, são contrários totalmente ao aborto e à agenda LGBTI. O Democrata Cristão Eymael é contrário ao aborto, mas “não tem nenhuma restrição à legalização das relações homoafetivas”, e Amoêdo, empresário e liberal, é a favor de um “modelo federalista” para o aborto e apoia o “matrimônio igualitário”.

 

Dos “centristas”, Alckmin, governador do Estado de São Paulo, disse ser contrário ao aborto, ainda que apoie os casos já previstos na lei para o estupro, o risco de morte da mãe e os bebês com diagnóstico de anencefalia, além de ser favorável ao que chama “direito civil” do “matrimônio” entre pessoas do mesmo sexo. Sob sua gestão como prefeito da cidade de São Paulo e como governador do Estado de mesmo nome continuou dando impulso à radical agenda de gênero herdada das administrações petistas.

 

Meirelles, ministro da Fazenda do presidente Michel Temer e ex-presidente do Banco Central sob o governo de Lula, é abertamente favorável ao aborto, pois o considera um “direito da mulher”, e as uniões entre pessoas do mesmo sexo equiparadas ao matrimônio.

 

O senador Álvaro Dias é contrário ao aborto e tem sido um aliado do movimento pró-vida no Congresso, mas é abertamente favorável ao “matrimônio gay”.

 

No bloco esquerdista todos defendem o aborto e a agenda LGBTI. A única exceção é Marina Silva, que diz que sua postura é “pessoalmente contra o aborto”, motivo pelo qual submeteria uma ampliação dos casos atuais a um plebiscito popular; e faz uma distinção cosmética entre “matrimônio” e “união civil”, o primeiro reservado somente para o vínculo entre um homem e uma mulher, e o segundo pode contemplar casais do mesmo sexo.

 

O primeiro turno das eleições se realizará no próximo domingo, dia 7, e um eventual segundo turno, com os dois candidatos mais votados, aconteceria no dia 28 do mesmo mês.

 

De todos os mencionados, os únicos que poderiam passar para o segundo turno são Bolsonaro, que lidera a disputa atualmente com 32% das intenções de voto, e Fernando Haddad, com 21%.

 

É praticamente impossível que Ciro Gomes, que esta com 13%; Geraldo Alckmin, com 9%; e Marina Silva, com 7%, possam virar o jogo. Nenhum dos demais vai além de 3%.

 

Há um índice de entre 11 e 8% de eleitores que assegura votará em branco e 5% de indecisos.

 

Tudo indica um segundo turno entre o direitista Bolsonaro e o esquerdista Haddad.

 

Portanto o capitão que faz campanha virtual desde o hospital é, goste ou não, o único candidato que oferece alguma garantia sólida de contenção do aborto e da agenda de gênero no país. E isso é algo que parece não ter passado desapercebido pelos pró-vida e pró-família brasileiros.

 

[ D'Vox ]

 

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