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Multitudinária e inédita marcha na Guatemala exige respeito à vida e à família

05.09.2018

 

Multitudinária. Histórica. Assim, com estes dois adjetivos, pode definir-se a marcha pela vida e a família que protagonizaram cerca de 150 mil guatemaltecos neste domingo, dia 2 de setembro.

 

A Cidade da Guatemala foi palco de uma das maiores mobilizações registradas na nação centro-americana.

 

O ‘recorde’ era, até agora, de duas manifestações de maio de 2009, uma solicitando a renúncia do então presidente Álvaro Colom, e outra, oferecendo-lhe apoio. De acordo com a notícia divulgada pela imprensa, as manifestações tiveram presenças que oscilaram entre 40 e 50 mil pessoas.

 

Também em 2015 houve protestos de mais de 30 mil pessoas para exigir a renúncia do presidente Otto Pérez Molina e de sua vice-presidente Roxana Baldetti.

 

Os números da marcha de 2 de setembro, segundo diversas fontes variam entre 100 mil e 150 mil pessoas, pois houve uma afluência constante de pessoas desde seu início até seu término. Os organizadores asseguram que a icónica Praça da Constituição se encheu duas vezes.

 

"Nunca antes na história da Guatemala se havia observado uma mobilização cidadã tão grande", diz ao D'Vox Astrid Ríos de Marroquín, diretora executiva da Associação A Família Importa.

 

Em sua opinião os guatemaltecos demostraram que a paixão pela vida e a família é capaz de superar as diferenças religiosas, sociais e políticas que existem atualmente.

 

"Ao perceber que a vida e a família estão sendo atacadas, não só na Guatemala, mas em todo o continente, o compromisso e a determinação por defendê-las se fortaleceu cada vez mais", explica.

 

 

A denominada Grande Marcha Nacional Guate pela Vida e a Família foi convocada pelo movimento cidadão Transformemos Guate, e não "pela igreja", como divulgou a maioria dos meios de comunicação.

 

No entanto, recebeu um amplo apoio de líderes de diversas denominações religiosas, especialmente da Igreja Católica e de comunidades evangélicas, que representam respectivamente 45 e 42 por cento da população.

 

Na marcha esteve presente o administrador apostólico da Arquidiocese de Santiago da Gutemala, Raúl Martínez Paredes, e vários pastores evangélicos.

 

Também participaram membros da comunidade judaica e da Igreja Ortodoxa, que conta com quase meio milhão de fiéis.

 

Esta é a primeira manifestação nacional que se realiza em um país latino-americano depois do triunfo que o movimento pró-vida conseguiu no Senado da Argentina no último dia 9 de agosto, impedindo que uma lei do “aborto libre" passasse.

 

Atualmente se tramitam no Congresso da República da Guatemala duas leis que preocupam aos que saíram às ruas neste domingo.

 

Uma é a iniciativa de lei 5395, que pretende reconhecer “as diversas identidades de gênero”, modificar o Registro Nacional das Pessoas através de um trâmite administrativo para evitar qualquer tipo de discriminação para as “pessoas trans”.

 

Na prática, alguns dispositivos acolhem como norma os postulados da perspectiva ideológica de gênero e impõem uma mordaça a seus críticos, além de que abriria caminho para legalizar uniões entre personas do mesmo sexo.

 

A outra é a iniciativa de lei 5376, "para a proteção integral, acesso à justiça, reparação digna e transformadora para as meninas e adolescentes, vítimas de violência sexual, exploração sexual e tráfico de pessoas”.

 

A pesar do relevante tema da proposta legislativa, na realidade é um “cavalo de Troia” que contempla, em seu artigo 7º, legalizar o aborto dentro das 12 primeiras semanas de gestação.

 

A manifestação, de alguma forma, é um apoio aos parlamentares que apontaram as inconsistências e a inconstitucionalidade das duas iniciativas.

 

 

Um brevíssimo manifesto que se leu na marcha exige "o pleno respeito ao direito à vida e a proibição expressa do aborto em qualquer de suas formas" em todo o território do país.

 

Pede que o Estado reconheça “a vigência do modelo original de família sobre a base legal do matrimônio entre um homem e uma mulher para viver juntos, procriar, alimentar, educar seus filhos e auxiliar-se mutuamente”.

 

E solicitam a rejeição total "de toda lei ou norma, projeto, programa, política, convênio ou iniciativa de lei, presente ou futura, que direta ou indiretamente promova a despenalização ou validação do aborto, da ideologia de gênero, da legalização do ‘matrimônio' entre personas do mesmo sexo, e da interferência do Estado no direito dos pais de educar e orientar seus filhos em sua sexualidade de acordo com seus valores".

 

O texto completo - em espanhol - pode ser lido aqui.

 

[ D'Vox ]

 

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