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Universidade católica brasileira acolhe evento com conferencista pró-aborto

15.08.2018

 

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), instituição administrada pelos Irmãos Maristas no Brasil, acolheu uma conferência para tratar o tema do aborto com uma professora que, inacreditavelmente, é defensora dessa prática.

 

O evento aconteceu nesta terça-feira, 14 de agosto, dentro da 'Semana da Calourada', que recebe os novos estudantes, apenas cinco dias depois de que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se posicionou energicamente contra a tentativa de legalizar o assassinato de bebês em gestação por via judicial.

 

Atualmente tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pretende declarar inconstitucionais os artigos do Código Penal que reconhecem o aborto como um crime, e pretende liberá-lo por qualquer motivo até a 12ª semana de gravidez; foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e inicialmente acolhida pela ministra Rosa Weber, que convocou uma audiência pública nos dias 6 e 9 de agosto.

 

A posição sobre o aborto da conferencista Silvia Turra Grechinski, professora da Escola de Direito da PUCPR, é oposta à da CNBB, que considera o descarte de bebês como um mal absoluto e questiona o indevido ativismo ideológico da Corte Suprema.

 

Em sua dissertação de Mestrado, de 2014, a acadêmica sugere que o atual ordenamento jurídico deveria mudar, pois "nossa legislação punitiva não foi capaz de conter o incremento no número de abortos realizados no país" e considera que as mulheres que abortam "fazem uso de sua autonomia sexual e reprodutiva".

 

O texto cita dados falsos – como o de que o aborto inseguro é a quarta causa de morte materna no país – e defende justamente a proposta que três anos depois pediria o PSOL ao STF:

 

"Com o pronunciamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) em março de 2013, recomendando ao Congresso Nacional alterar o Código Penal para descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação, se vê que, cada vez mais, setores importantes e influentes da sociedade entendem a necessidade de uma mudança na percepção da maternidade como algo inato para considerá-lo um direito a decidir, de exercício de cidadania e de projetos pessoais das mulheres".

 

Grechinski não cita que, ainda que o CFM represente 400 mil médicos brasileiros, na verdade estes não foram devidamente consultados para o pronunciamento enviado ao Legislativo.

 

A dissertação inicia com as palavras de Débora Diniz, uma das mais agressivas ativistas pró-aborto no país, que destacam a necessidade de "liberar os indivíduos das amarras opressivas" dos códigos morais.

 

A denúncia do evento foi realizada pelo jornalista Jônatas Dias Lima, editor do Sempre Família, da Gazeta do Povo, e pelo vlogger Bernardo Küster.

 

De acordo com Lima, é sabido que o reitor da universidade, Waldemiro Gremski, sempre se posicionou com firmeza contra o aborto e entrou em contato com o jornalista para informar que foram tomados cuidados para que a exposição não fosse pró-aborto.

 

O volume de críticas à instituição pelo evento lhe obrigou a emitir uma nota onde informa que o evento é organizado pelo Centro Acadêmico da Escola de Direito e tem por objetivo "promover o debate sobre o tema desde uma perspectiva jurídica".

 

O comunicado afirma que, como instituição católica, a PUC do Paraná tem uma posição"intransigente contra qualquer ação que pretenda apoiar ou legitimar a prática do aborto".

 

Você pode ler o esclarecimento da instituição aqui.

 

[ D'Vox ]

 

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