A Onda Celeste leva às ruas quase 5 milhões de pessoas em toda a Argentina


A poucos dias da votação no Senado argentino uma iniciativa que legaliza o aborto, saíram às ruas em todo o país quase 5 milhões de pessoas para exigir a rejeição da proposta.

A chamada Onda Celeste inundou a Argentina de norte a sul pedindo aos senadores que nesta quarta, dia 8, digam ‘não’ de forma contundente à proposta que recebeu meia sanção no mês passado, na sessão na Câmara dos Deputados, por apenas 4 votos de diferença.

Trata-se – até o momento – da maior manifestação pública na história deste povo; a ponto de que o jornalista de El Clarín, Sergio Rubin, definiu a mobilização de sábado em Buenos Aires como “uma convocatória sem precedentes”.

Este “mar de gente” que levantou sua voz de forma pacífica durante o fim de semana coloca em evidência o repúdio massivo à pressão exercida nos últimos meses por vistas internacionais, o governo de Mauricio Macri, a maioria dos grandes meios de comunicação e o movimento feminista para legalizar o assassinato de bebês em gestação.

A convocatória de sábado no icônico Obelisco da Cidade de Buenos Aires foi feita pelas comunidades evangélicas, que representam 10% da população, mas a ela acudiram massivamente também católicos, que são maioria no país.

O ato transmitiu uma mensagem poderosa. Apesar das diferenças, a multidão se uniu sob uma só consigna: “salvemos as duas vidas”.

A afluência de pessoas na Capital Federal vai – de acordo com a fonte – de 500 mil pessoas a pouco mais de 1 milhão. Quem aponta o número maior afirma que o evento durou várias horas e durante seu desenvolvimento saíam e chegavam pessoas. Os registros gráficos são impressionantes. Veja você mesmo:

À reunião que se decidiu realizar – há três semanas – acudiram pela primeira vez pastores das 23 províncias e da Capital. Estiveram envolvidos na organização a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas, a Federação Confraternidade Evangélica Pentecostal e o movimento ‘Argentina Oramos por Ti’.

Os atos nas províncias foram convocados pelo movimento Marcha pela Vida e pela plataforma Unidade Pró-Vida, integrada por mais de 150 organizações cidadãs.

La movilización se realizó el domingo, 5 de agosto, y fue denominada "Marcha Federal" para afirmar la autonomía de cada una de las circunscripciones de la República y subrayar el aplastante repudio que fuera de la Capital Federal tiene la ley abortista

A mobilização se realizou no domingo, dia 5 de agosto, e foi denominada “Marcha Federal” para afirmar a autonomia de cada uma das circunscrições da República e sublinhar o esmagador repúdio que a lei abortista tem fora da Capital Federal.

Houve marchas nas capitais das 23 províncias argentinas, que tiveram uma multitudinária afluência, e em uma quantidade enorme de cidades; há registro de pelo menos 300.

A estimativa é de que no ‘interior’ do território nacional houve de 3,5 a 4 milhões de pessoas nas manifestações. Segundo Alejandro Geyer, coordenador do movimento Marcha pela Vida, se se contempla a de sábado, em Buenos Aires, são quase 5 milhões.

O povo saiu para manifestar-se “em grupos grandes e pequenos; por exemplo, no norte, em Jujuy, há um povo que se chama La Quebrada de Humahuaca, realmente pequeno, mas os vídeos são emocionantes, foi muito concorrida; em Tucumán houve 150 mil pessoas, em Mendoza 130 mil, em Córdoba mais de 150 mil, e continuamos somando”, informa Geyer.

“Creio que o ocorrido neste fim de semana mostra que há uma Argentina pró-vida que despertou, que quer salvar as duas vidas e que já não ficará nem de braços cruzados nem calada, deixando que nossos senadores sejam pressionados ou obrigados a promover leis injustas que atentam contra a vida de inocentes”, disse Ana Marmora, porta-voz da Unidade Pró-Vida.

“Em nosso país ninguém sobra, na Argentina todas as crianças têm o direito de nascer e todas as mulheres merecem respeito, consolo, apoio; por isso exigimos um olhar de superação que proteja as duas vidas”, afirma.

As marchas deste fim de semana não são as primeiras realizadas pela Onda Celeste. Em 25 de março e 20 de maio deste ano reuniram a nível nacional 2 milhões de pessoas na primeira e 3 milhões na segunda.

Em 31 de julho mais de 7 mil pessoas se puseram às portas da Residência Presidencial de Olivos para pedir a Mauricio Macri coerência com o compromisso a favor da vida feito em sua campanha.

No dia 8 de agosto, “los celestes” convocaram o povo argentino a comparecer às portas do Congresso da Nação para acompanhar, voto a voto, o desenlace desta trama que dividiu a nação. O ato central inicia às 18 horas e termina com a declaração do resultado da votação.

[ D'Vox ]

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