'Para o feto não há aborto seguro', diz Lenise Garcia

No primeiro dia da Audiencia no STF sobre a ADPF 442, a Dra. Lenise Garcia, do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto, afirmou que "o principal interessado da discussão sobre o aborto ainda não está na audiência para se defender”: o bebê em gestação.

Sublinhou que para o feto “não há aborto seguro”.

Recordou que a discussão sobre quando começa a vida não pode ser tido como não-científica, e que existe um amplo consenso que inclui cientistas defensores do aborto de que a vida humana inicia no momento da concepção.

O surgimento do filho de uma mulher que engravida “não se dá aos 3, 6 ou 9 meses, mas na noite na qual o ato sexual foi realizado".

Citou o pai da embriologia, Jerome Lejeune, que é contundente quanto a que a vida humana começa na fecundação.

Disse que é arbitrária a afirmação de que o feto 'seja humano' a partir da 12ª semana, como sugere o pedido de despenalização do aborto proposto pelo PSOL ao STF, já que cada país tem uma legislação diferente a respeito disso.

Na sua intervenção apresentou um vídeo da National Geographic sobre o desenvolvimento que o feto alcança na décima primeira semana que mostra a formação de sistema nervoso complexo nesta etapa de desenvolvimento, e a movimentação de seus membros inferiores e superiores.

Evidenciou a falácia de que a legalização do aborto diminua os índices de abortamentos, citando o caso do Uruguai onde a prática cresceu.

Também Disse que os números de mortes de mulheres por abortos divulgados pela mídia são irreais: 200 mil mulheres, valor que é três vezes maior que o de mortes de mulheres em idade reprodutiva no Brasil.

Denunciou que mídias, como o Estadão, chegam a noticiar que até 4 mulheres morrem por dia em decorrência de aborto no Brasil, embora o mesmo artigo traz a informação de que só 54 mulheres morreram por aborto em 2014, e classificou essa notícia como ‘fakenews’. (d'vox)

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