Morte de mulheres por 'causa indefinida' esconde óbitos por aborto provocado, diz pesquisado

Dra. Tania Di Giacomo do Lago, representando o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), questionou as estatísticas oficiais do Sistema Único de Saúde que apresentam poucas mortes maternas por aborto provocado e disse "ter certeza" de que muitos desses óbitos se escondem na "quinta causa mais frequente de morte de mulheres em idade fértil, classificada como ‘causa indefinida’".

Para ela, as 3.500 mortes anuais por 'causa indefinida' poderiam ser por aborto. "Não é um achismo, mas uma opinião fundamentada nas décadas que venho pesquisando a mortalidade materna no país", apontou.

Ademais, segundo ela, a morte materna provocada por aborto às vezes recebem outro causa mortis: hemorragias e choques anafiláticos, por exemplo.

Como se pode concluir que sejam mortes causadas por aborto ilegal? Ainda disse ter visto várias mulheres morrer por aborto em sua vida profissional, sendo raras as brancas de classe média.

Citou o caso de uma mulher que “não foi informada” da opção de interromper a gravidez, tendo apenas 40% de chance de viver.

Seu bebê nasceu, mas ela morreu. O ex-marido agora vive com uma das enfermeiras que cuidou do recém-nascido, tendo formado uma família com a criança, o que foi apresentado como algo lamentável.

De acordo com o site oficial da Cebrap, entre seus patrocinadores e financiadores se encontram as Fundação Ford, a Hewlett Foundation, a ONU e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), órgão mencionado no famoso Relatório Kissinger, de 1974. (d'vox)

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