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O partido Morena participou da reunião anual do Foro de São Paulo em Havana

19.07.2018

O Movimento Regeneração Nacional (Morena), vitorioso nas eleições mexicanas de 1º de julho, esteve presente na reunião anual do Foro de São Paulo com pelo menos duas figuras relevantes: Citlali Ibáñez Camacho, mais conhecida como Yeidckol Polevnsky Gurwitz, presidente da sigla, e o antropólogo e sociólogo Héctor Díaz Polanco, presidente de sua Comissão de Honestidade e Justiça.

 

Uma foto de ambos em Havana, onde foi realizado o evento de 15 a 17 de julho, foi divulgada pelo próprio Díaz Polanco no dia da inauguração.

 

 

Na foto, aparecem com a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que habitualmente é apresentada como defensora dos direitos humanos apesar de se autodenominar "filha espiritual de Hugo Chávez" e ter se desempenhado como articuladora da impopular anistia outorgada pelo governo de Juan Manuel Santos e deu carta branca aos narcoterroristas das FARC.

 

Como se sabe, Díaz Polanco, originário da República Dominicana, porém com toda uma vida acadêmica no México, é um dos ideólogos do Morena e é defensor ferrenho das ditaduras cubana e venezuelana.

 

Em uma conferência realizada em 2017 disse que os partidários do Morena têm duas tarefas: "transformar o México para que se inclua no processo de transformações da América Latina que se iniciou na Venezuela e contribuir com a continuidade e aprofundamento desse processo".

 

O partido Morena é membro do Foro de São Paulo desde 2015. As outras duas siglas mexicanas integrantes do Foro são o Partido do Trabalho (PT), aliado do Morena, e o Partido da Revolução Democrática (PRD), grande derrotado junto com o Partido Ação Nacional (PAN) e o Partido Revolucionário Institucional (PRI) nas eleições.

 

O PRD - do qual surgiu o Morena despois de uma ruptura - também anunciou sua presença às vésperas do encontro, em 14 de julho. No evento da maior plataforma de organizações da esquerda do continente, a vitória esmagadora do Morena recebeu entusiasmadas saudações. Qué explicações deu o PRD de sua derrota e da aliança que realizou com o 'conservador' PAN? Não se sabe.

 

O fato é que a vitória eleitoral do Morena é hoje para o Foro um dos mais valiosos 'ativos' que possui. O partido de Andrés Manuel López Obrador divide a mesa com uma entidade que defende ditaduras e uma agenda regressiva para o continente.

 

O documento final da reunião, que pode ser lido aqui, entre outras coisas, defende os regimes chavista e sandinista sem uma só menção crítica ao rastro de assassinatos que tem deixado a violenta repressão que exercem sobre a população. Durante a campanha eleitoral López Obrador rejeitou ter qualquer tipo de vínculo com o 'castro-chavismo'.

 

[ D'Vox ]

 

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