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PT compara 100 anos de Mandela aos 100 dias de cadeia de Lula

19.07.2018

 

No site do Partido dos Trabalhadores (PT) foi publicada hoje, 18 de julho, uma homenagem a Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que morreu há cinco anos, aos 95 anos de idade, e se estivesse vivo completaria hoje um século de vida.

 

Aproveitando-se da data, por meio de um vídeo a sigla faz um paralelo com os 100 dias desde a prisão de Lula por sua condenação no caso do triplex, que o partido insiste ser uma prisão política. A publicação leva, como parte do subtítulo, a seguinte frase: “Duas histórias, duas vítimas da injustiça, dois líderes que sempre lutaram pelo povo”.

 

O vídeo exalta ainda a suposta luta de Mandela contra o apartheid e sua prisão “sem nenhum crime, mas voltou para ser presidente e libertar o seu povo”; e o compara ao ex-presidente Lula, que “lutou pelos mais humildes e libertou milhões de brasileiros da pobreza” e que também foi “condenado sem nenhum crime, mas vai voltar para ser presidente e libertar, de novo, o nosso povo”.

 

Na manhã do mesmo dia, Lula mandou um recado homenageando Mandela e “sua lição de luta, perseverança e de perdão [que pode] curar os ódios de uma nação dividida”, que disse ser importantes para o Brasil, onde há o “apartheid social”.

 

“Então vamos ensinar as pessoas a serem mais justas, solidárias e sem nenhum tipo de preconceito”, termina dizendo.

 

Nelson Mandela foi mentor do grupo ‘Umkhonto we Sizwe’, a ala terrorista do Congresso Nacional Africano e do Partido Comunista Sul-Africano. Como líder do grupo terrorista, foram registrados 156 atos de violência pública incluindo bombas plantadas em lugares públicos, igrejas, centros comerciais, particularmente na época do Natal, o que ocasionou a morte de civis, entre eles mulheres e crianças. A organização também torturava e executava aos seus inimigos políticos, desmembrando e ateando fogo a pessoas vivas.

 

Por esses crimes, passou 27 anos na prisão. Libertado, tornou-se um símbolo de resistência rebelde contra o governo e o apartheid, e tornou-se presidente.

 

Seu governo foi caracterizado por militarizar a África do Sul ao extremo, em detrimento de um maior investimento em políticas públicas para saúde e a segurança, contra a desnutrição e a pobreza extrema. Ficou próximo de ditadores como Muammar Gaddafi, da Líbia, o ex-presidente Hadji Suharto, da Indonésia, e Fidel Castro, de Cuba.

 

Durante sua gestão, África do Sul foi um dos países mais corruptos do mundo. Em palavras de sua própria ex-esposa numa entrevista ao Daily Mail, uma das principais críticas de seu governo, Mandela “decepcionou os negros sul-africanos, mantendo-os na pobreza e fazendo os brancos ainda mais ricos, desdenhando o fato de ter ido receber o Nobel de mãos dadas com de Klerk. [...] Mandela hoje é uma corporação, destinada a sair mundo afora para arrecadar dinheiro”.

 

Muitos no país reprovam a forma como Mandela protegeu os amigos de conduta suspeita, que tiveram rápido crescimento de suas fortunas pessoais. O ex-mandatário sul-africano passou os últimos anos viajando pelo mundo. O ‘líder amado pelo povo’ não residia em seu país, mas em Moçambique, onde foi visitado por Lula em 2008, declarando-se honrado por sua visita.

 

“Lula e Mandela, Mandela e Lula. Duas histórias, duas vítimas da injustiça, dois líderes que sempre lutaram pelo povo. Mandela Vive, Lula Livre!”, com essa frase termina a homenagem do PT aos dois corruptos. Talvez Lula tenha tido mesmo uma trajetória parecida com a de Mandela... apenas menos violenta.

 

[ D'Vox ]

 

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