O massacre continua: 11 assassinatos no fim de semana elevam a 362 o número de vítimas de Ortega

16.07.2018

 

A polícia e grupos paramilitares leais ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, assassinaram pelo menos onze pessoas, entre elas uma menina de dez anos, neste sábado, 14, e no domingo, 15 de julho.

 

Com os novos crimes, o número de vítimas do regime sandinista, desde abril deste ano, chega a 362.

 

As mortes aconteceram em quatro das cinco cidades em que as forças governistas atacaram a cidadãos que realizavam protestos contra a violência de Ortega.

 

De acordo com testemunhas presenciais, um jovem perdeu a vida na Paróquia da Divina Misericórdia de Manágua às 6 horas da manhã do sábado, dia 14, após horas de agonia. Gerardo Vásquez estava refugiado no templo junto com 150 jovens que haviam realizado protestos na sexta-feira.

 

O pároco lhes deu abrigo e as instalações da Paróquia estiveram sob o fogo de franco-atiradores durante mais de 18 horas. Vásquez foi atingido por um dos disparos. A arquidiocese conseguiu a liberação dos jovens e do sacerdote no mesmo sábado, após horas de pressão e negociação.

 

Segundo a Associação Nicaraguense Pró-direitos Humanos, no domingo houve seis mortes no município de Masaya, dois em Diriá e dois em Catarina, onde uma das vítimas foi uma menina de dez anos que recebeu um tiro no abdômen.

 

No município de Diriá, as chamadas 'forças combinadas' do governo, integrada por policiais, tropa de choque, parapoliciais e paramilitares, depois de desmontar os atos de protesto iniciaram uma caça contra alguns dos líderes que terminou com o mandato de busca nas casas de Almer Morales e Allan Morales, pai e filho, aos quais executaram impunemente.

 

O repúdio popular a Ortega cresce dia após dia. Os manifestantes – de todos os setores sociais e ideologias – pedem o fim da repressão e sua renúncia. A Igreja Católica, que se colocou como intermediária do diálogo, propôs antecipar as eleições presidenciais de 2021 para 2019, mas Ortega se nega a aceitar e assegura que aqueles que realizam protestos públicos são criminosos que querem debilitar seu governo e alimentar o caos.

 

Na última sexta-feira, dia 13 de julho, foi convocada uma greve nacional, à qual aderiram milhares de comerciantes que fecharam as portas de seus negócios. As principais cidades do país pararam e o governo mandou seus 'brutais lacaios' para desfazer os 'bloqueios cidadãos' e 'caçar' alguns dos líderes comunitários.

 

[ D'Vox ]

 

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