Iniciou em Havana a reunião anual do Foro de São Paulo com elogios a Fidel, Chávez e Lula

17.07.2018

O 24º encontro anual do Foro de São Paulo (FSP) iniciou ontem, domingo, 15 de julho, em Havana, capital de Cuba, com mais de 400 delegados das organizações que integram a plataforma continental. Na abertura, para decidir as pautas da reunião, foram feitos numerosos elogios a dois falecidos tiranos e a um político preso por corrupção: Fidel Castro Ruz, Hugo Chávez Frías e Luiz Inácio 'Lula' da Silva, respectivamente.

 

José Ramón Balaguer Cabrera, membro do secretariado do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) e chefe de seu departamento de Relações Internacionais, disse que Chávez e Castro representam a 'encarnação simbólica dos valores integracionistas' necessários hoje para avançar na construção de um projeto de esquerda que faça frente ao capitalismo global na região.

 

E Mónica Valente, secretária executiva do FSP enfatizou a necessidade de resgatar o programa e a visão de Castro e de Lula, fundadores deste espaço de articulação entre forças partidaristas de esquerda e movimentos sociais para "fazer oposição à onda neoliberal e imperialista que avança no Continente".

 

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), a senadora Gleisi Hoffman, pediu que os integrantes do FSP se somassem às ações que vêm realizando para obter a liberdade do ex-presidente 'Lula' da Silva, que – segundo ela – é vítima de uma "manobra suja para impedir que seja candidato", de novo, à Presidência do Brasil.

 

De acordo com Valente, que é militante do PT e vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Brasil, "este encontro em Havana pode ter a mesma importância histórica que quando surgiu [o FSP] nos anos 90".

 

Na convocação do evento o PCC assegura que "é o momento de unir ideias e esforços para deter a atual ofensiva contrarrevolucionária da direita internacional e regional contra todas as experiências políticas que nestes anos propuseram mudanças em favor de uma América Latina e Caribe mais soberanos, integrados e justos".

 

"Estamos persuadidos de que é a hora propícia para defender as importantes conquistas acumuladas pela esquerda e as forças progressistas da região durante os últimos vinte anos".

 

O Foro foi fundado em 1990 na cidade brasileira que lhe dá o nome, por Lula e Castro, justamente para unificar a agenda e a ação dos partidos e organizações políticas de esquerda na América Latina. Nove anos depois Hugo Chávez chegou ao poder e consecutivamente, um a um, quase todos os países da região se tingiram de 'vermelho'. Entre as exceções mais notáveis encontramos o México e a Colômbia. Logo, a partir de 2014 veio o que eles chamam 'ofensiva contrarrevolucionária': perderam governos e alguns de seus líderes foram parar atrás das grades.

 

No encontro deste ano estão presentes o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla, o primeiro ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonzalves e os ex-presidentes Dilma Rousseff do Brasil e Manuel Zelaya de Honduras. Também participam representantes da política colombiana Piedad Córdoba, Adán, o irmão mais velho de Hugo Chávez, e o jornalista e ideólogo espanhol Ignacio Ramonet, entre outros.

 

Na agenda do evento estão contemplados encontros "das juventudes", de mulheres e de parlamentares, assim como um diálogo do Foro com os movimentos sociais e populares latino-americanos e outro com os partidos de esquerda da Europa.

 

Duas das três sessões plenárias chamam a atenção: uma com o título "Necessidade da Unidade e a Integração da América Latina e do Caribe", que não se refere tanto à irmandade entre países, mas à articulação regional das forças de esquerda, e outra sob o tema emergente "Pensamento de Fidel Castro e o Foro de São Paulo".

 

Como é habitual, ao término do encontro será divulgada uma declaração final.

 

[ D'Vox ]

 

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