Términos del Servicio | Política de Privacidad

CR| opn:

Centenas de cristãos exigem o encerramento de uma exposição blasfema em Belo Horizonte

 

Pouco mais de quinhentas pessoas protestaram na terça-feira,10 de outubro, contra uma exposição de pinturas blasfemas, financiadas com dinheiro público, no Palácio das Artes de Belo Horizonte, e exigiram seu fechamento imediato.

 

'Faça você mesmo sua Capela Sistina', de Pedro Moraleida, tem mais de 130 obras que misturam símbolos e imagens cristãs com violência e os mais diversos atos sexuais, incluindo zoofilia.

 

Algumas pinturas apresentam o próprio Jesus Cristo na Cruz, excitado, tocando os órgãos genitais de pessoas e também sendo tocado; também é chamado de "filho da puta" por uma mulher nua que urina em sua direção.

 

Um primeiro ato de repúdio a esta mostra ocorreu na quinta-feira, 5 de outubro, com umas 50 pessoas que fecharam o trânsito da principal avenida do centro da cidade por aproximadamente uma hora. Na manifestação desta terça-feira, de acordo com diversas fontes, participaram entre 350 e 500 pessoas.

 

 

A manifestação foi inicialmente convocada por um grupo de pastores evangélicos, mas foi rapidamente apoiada e divulgada por cristãos das mais diversas denominações.

 

A partir das 18 horas, os manifestantes se reuniram fora do Palácio das Artes, de forma completamente pacífica, pedindo respeito à sua fé e exigindo às autoridades o fechamento da mostra.

 

Haviam pessoas de todos os segmentos sociais e de todas as idades. Famílias estavam presentes, além de um grande número de jovens e mulheres.

 

Com um alto-falante, os líderes da mobilização fizeram breves discursos, intercalados com vários momentos de oração, cantos religiosos e a proclamação pontual de 'slogans'.

 

 

Desde o início, os manifestantes foram hostilizados por algumas pessoas que estavam dentro do centro cultural, especialmente por um grupo de vinte militantes LGBT que alegaram estar lá para defender a exposição do "fascismo e da intolerância fundamentalista" dos cristãos.

 

Alguns deles já haviam assediado outro grupo de católicos e evangélicos que fizeram um protesto silencioso durante quatro dias, na mesma cidade, uma semana antes, contra uma peça teatral que apresenta Jesus Cristo como 'transexual'.

 

Na manifestação desta terça-feira, este pequeno grupo dirigiu constantemente provocações, xingamentos, ofensas e gestos obscenos aos presentes.

 

 

Uma mãe, que levava sua filha de aproximadamente 6 anos no colo, foi agredida verbalmente e chamada de 'vagabunda'.

 

 

 Por incrível que pareça, os momentos de maior agressividade por parte dos militantes foram aqueles em que os manifestantes rezavam de joelhos e em silêncio. Num desses momentos, por volta das 18:40 horas, foram vaiados e chamados de 'intolerantes'.

 

 

Por volta das 20:00 horas, cerca de 25 jovens entraram no Palácio das Artes e se ajoelharam em frente à galeria onde a mostra está instalada para fazer um ato silencioso de desagravo, sendo submetidos a constantes xingamentos e zombarias.

 

 

Durante o evento, os participantes não revidaram às múltiplas provocações. No final da manifestação, diante dos gritos de "fascistas, machistas, não passarão" ouviou-se, em uníssono, a voz de meio milhar de pessoas dizendo: "a família unida jamais será vencida", "crime não é arte" e "liberdade, não libertinagem".

 

Um dos participantes, o pastor batista Tcharley Amaral, aponta que a manifestação não é contrária às expressões artísticas ou à liberdade de expressão, "mas um repúdio ao ataque dirigido à fé cristã, sagrada para nós, e também um fator sem a qual a civilização ocidental simplesmente não existiria".

 

"Cristãos de diferentes denominações se uniram neste ato para exigir respeito, pois quando nossa fé é ridicularizada e atacada, não podemos nos omitir. Eles gritam que o Estado é secular, e de fato o é, porém não é ateu. Estamos exercendo nosso legítimo direito de cidadãos, de nos manifestar pacificamente; ninguém pode nos silenciar.” disse.

 

 

A presbiteriana Shirley Vaz explica a D'Vox que foi ao protesto porque quando visitou a exposição semana passada, se sentiu extremamente ofendida. "Um local sempre admirável para mim, com seus espetáculos, corais, orquestras e exposições maravilhosas, me decepcionou profundamente ao receber algo tão agressivo e intolerante".

 

"Cada uma das inúmeras pinturas e desenhos que vi, estão cheios de ódio, escárnio a fé cristã e pornografia pesada", salienta.

 

Outro participante, Wellington Ramos, católico e membro da Renovação Carismática, concorda com Vaz.

 

Ele assegura que "a exposição fere frontalmente os valores mais sagrados de nosso povo, que é maioritariamente cristão; por mais que desejem colocar sob a bandeira da liberdade artística, essas pinturas vilipendiam e agridem violentamente nossa fé e, de acordo com a ordem jurídica brasileira, isso é crime ".

 

Efetivamente, os dois pontos sublinhados por Ramos são corretos: de acordo com o último censo nacional, há 116 milhões de cristãos no país, que representam 87% da população, e o artigo 208 do Código Penal considera como crime contra sentimento religioso "vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso".

 

Em algumas faixas utilizadas durante o ato, se podia ler as frases "deixem nossas crianças em paz" e "não toquem nas nossas crianças", referindo-se ao fato de que, apesar de a amostra ser "sugerida para maiores de 18 anos", os responsáveis ​​pela organização da entrada dos visitantes na galeria reconhecem que é possível que os menores entrem, desde que acompanhados por um responsável, porque a classificação é "apenas uma sugestão".

 

Além disso, alguns vereadores da cidade dizem ter recebido denúncias de que alguns menores tiveram acesso à exposição.

 

"O mínimo que as autoridades devem fazer é proibir a entrada de menores; não basta colocar uma placa que desaconselha a entrada de crianças e adolescentes, deve ser assegurado que as crianças não sejam expostas a isso!” afirma Amaral.

 

O fato de que a mostra tenha sido montada pela Fundação Clovis Salgado, que opera com recursos públicos, gerou grande indignação.

 

"Não é correto usar o dinheiro público para atacar a fé das pessoas. Colocar num espaço público uma pintura onde um homem ejacula ao pé da cruz, por exemplo, e pagar isso com dinheiro daqueles que consideram a cruz algo sagrado é definitivamente absurdo. Esperamos de nossas autoridades um mínimo de bom senso ", ressalta o pastor.

 

Para a senhora Vaz a única saída honrosa para as autoridades é cancelar a exposição: "Não pagamos impostos para sermos ofendidos. Essa mostra é financiada com dinheiro público, advindo do governo de Minas Gerais e da Secretaria da Cultura, o que é inadmissível!"

 

'Faça você mesmo sua Capela Sistina' foi inaugurada em setembro e está programada até 19 de novembro. Os protestos contra ela estão longe de terminar. Novo ato de repúdio, organizado por católicos, que rezarão o rosário como forma de reparação está convocado para sexta-feira, 13 de outubro.

 

Você pode ler uma descrição das obras mais agressivas da amostra aqui.

 

[ D'Vox ]

 

 

 

Please reload

AMLO su ansiedad política y la reali...

Ideas de 'sobremesa' para el...

1/15
Please reload