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Mais uma exposição blasfema no Brasil causa indignação

 

A abertura de uma exposição com dezenas de pinturas blasfemas despertou a indignação de cristãos de diversas confissões e gerou uma intensa polêmica em Belo Horizonte, importante cidade na Região Sudeste do Brasil.

 

A mostra "Faça você mesmo sua Capela Sistina", de Pedro Moraleida, está sendo apresentada no Palácio das Artes, o principal recinto cultural da cidade, que funciona com financiamento público e é administrado por uma fundação estatal.


Foi inaugurada em 1º de setembro e está programada para até 19 de novembro. Católicos e evangélicos se mobilizaram para manifestar seu repúdio ao vilipêndio de sua fé, em um lugar público e com dinheiro de impostos, e exigem o cancelamento da exposição.

 

Por sua parte, alguns políticos e a elite cultural se uniram para defender que se trata de uma 'verdadeira arte' na qual se exercita a 'liberdade plena de expressão' e que cancelar a exposição significaria um 'ato de censura'.

 

Mas o que é que se apresenta na exposição?

 

Ao entrar na galeria, a primeira coisa que se encontra é uma enorme cruz de cor preta no piso da entrada. Os visitantes passam sobre ela. Está ali para isso, para ser pisada. Perto dela, um quadro com uma figura que representa Jesus Cristo crucificado impressiona. Seu rosto é um olho e, sob as mãos e onde deveriam estar seus genitais, há uma 'colagem' de recortes de revistas pornográficas.

 

 

Do lado, outra pintura tem uma representação da Virgem Maria, a 'Mater Dei' com os traços de seu rosto masculinizados e as pernas abertas, mostrando os genitais femininos.

 

 

Conforme se caminha pelos halls do recinto, dezenas e dezenas de pinturas, com traços um tanto infantis e, ao mesmo tempo, agressivos, misturando cores escuras e fortes, apresentam imagens dos mais diversos tipos de atos sexuais mesclados com elementos cristãos.

 

Um quadro monumental 'reinterpreta' a famosa 'Transfiguração', de Rafael Sanzio, que não está na Capela Sistina e. sim. em uma outra sala dos Museus Vaticanos. O fundo é branco. A parte superior ressalta a figura de Jesus que diz "Eu estou condoído", de forma muito chamativa e, na parte inferior, uma mulher nua responde: "condói-te então, filho da puta", enquanto urina na direção do Cristo.

 

 

Quatro pinturas juntas, uma ao lado da outra, no teto, mostram Jesus Crucificado. Na primeira Cristo é apresentado "enquanto lagarto", na figura de um lagarto crucificado; na segunda, "enquanto heterossexual", com uma ereção e tocando os genitais de uma mulher; na terceira, "enquanto homossexual", um homem introduz a mão entre suas nádegas; e na última, se lhe apresenta "enquanto bissexual", e toca a genitália de uma mulher enquanto é tocado por um homem. Sob os quatro quadros há cenas de zoofilia.

 

 

Não são as únicas pinturas agressivas à fé cristã. Das pouco mais de 130 obras que fazem parte da exposição, a imensa maioria contém sexo explícito, brutalidade gráfica e escárnio dos símbolos religiosos.

 

O autor, Moraleida, suicidou em 1999, com 22 anos e, seu pai, Antônio Luiz Bernardes, um dos beneficiários da exposição, assegura que os que se escandalizam pela obra do seu filho são "ignorantes" e colaboram com o "processo de instalação do fascismo no Brasil".

 

Para Jair di Gregório, líder da bancada cristã na Câmara Municipal de Belo Horizonte, que conta com mais da metade dos vereadores, a maioria das obras representadas na exposição são um "claríssimo desrespeito à fé de milhões de brasileiros" e não deveriam ser colocadas em um lugar público com dinheiro do povo.

 

O Código Penal brasileiro contempla, em seu artigo 208, o crime contra o sentimento religioso: "escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crenças ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; e vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso".

 

Uma manifestação de cristãos aconteceu na quinta-feira, 5 de outubro, parando o trânsito em frente ao Palácio das Artes. E uma nova mobilização está convocada para terça-feira, 10 de outubro, às 18 horas.

 

 

"Faça você mesmo sua Capela Sistina" não é a primeira manifestação que, sob a bandeira da arte, gera polêmica e se apresenta no Brasil ofendendo aos cristãos, entre 5 e 8 de outubro passados apresentou-se, na mesma cidade, uma peça teatral na qual Jesus Cristo era representado como uma 'mulher transexual', em um monólogo, celebrando uma liturgia eucarística.

 

E, no mês de setembro, a exposição Queer Museu, com recursos oriundos de impostos, apresentava obras blasfemas, entre elas uma caixa com hóstias marcadas com os nomes de órgãos genitais e zonas erógenas, no instituto Santander Cultural, em Porto Alegre, na Região Sul do país.

 

[ D'Vox ]

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